quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Cornos
Ele está nu,
em riste, impávido, colossal.
Escorava-se na antepara,
umbral do negror,
portal ambíguo,
da sala escura.
Ruídos úmidos, risadas, gemidos,
o estapear, o cuspir,
cheiro acre, ácido, íntegro,
sensações insanas.
Aguardava, manipulando-se,
lágrimas nos olhos,
emocionado.
Surge então ela,
sorriso nos lábios,
olhar esgazeado,
marcada.
Coberta de esperma,
da cabeça aos pés.
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sábado, 18 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Jaz
Cresce a mata, onde haviam flores,
a brisa levou os soluços,
saudosos,
tempestades lavaram a umidade vertida,
do pingar incessante do ventre.
O alegre cortejo não mais existe,
a lápide tombada resiste.
"Aqui jaz um puto,
vendedor de fumaça".
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